Marisa

08/10/2015

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O “direito da pessoa” não é um trabalho, não é voluntariado, é vida, é cidadania, e por isso, cabe a cada um de nós, de qualquer idade transmitir e garantir.

Eu me chamo Marisa, nasci na capital de São Paulo e me casei com um mineiro que conseguiu me trazer para as montanhas definitivamente. E valeu à pena! Nós temos três filhos, dois já casaram e a mais nova mora conosco e está com 16 anos. Todos nós moramos em Belo Horizonte.

Profissionalmente vivo quase uma aventura. Cada dia numa cidade e num trabalho diferente. Quase tudo é aqui pertinho na região metropolitana de BH, às vezes, Vale do Jequitinhonha, de vez em quando outros estados, mas meu trabalho já me levou até a outros países. Isso é muito interessante, porque souAssistente Social de formação, e nessa profissão a gente não imagina encontrar tantos caminhos diferentes, mas me especializei em recursos humanos, sustentabilidade, captação de recursos, gestão social e meio ambiente, diversificando bastante o conhecimento, e isso ampliou muito meus horizontes. Tenho uma empresa de consultoria em Sustentabilidade e Responsabilidade Social, junto com a Annabella, minha sócia. A empresa se chama Direta Sustentável. Também sou presidente do Centro Mineiro de Alianças Intersetoriais — CeMais e às vezes dou aulas em cursos de pós graduação.

Tenho uma paixão por livros e por histórias. Leio muito, leio de tudo. Escrevo contos. Contos inspirados na vida real e nos sonhos e devaneios. Uma vez, sonhando com duas amigas, pensamos em ter um negócio diferente, especial, foi quando num avião, eu “voava” de braços abertos sobre as nuvens, fui montando o quebra-cabeças das histórias de vida de algumas pessoas que conheci. Compartilhei com as amigas e criamos juntas, a marca “Meia História, História e Meia” para conectar histórias de pessoas, comuns, especiais, mas gente de verdade que faz história com a vida.

Internato-Socia-PCDI-20-a-22-03-2015---08Meus dias são muito dinâmicos, de domingo a domingo. Não tem regra, nem rotina. Um dia nunca é igual ao outro. Vou ao CeMais, a Lagoa Santa na Conviver para o PCDI, em Betim para oPROFIC, em Sete Lagoas para oPEA, a Setubinha para o trabalho de Direitos Humanos. Participo de bons eventos em muitos lugares. Sou voluntáriaem alguns projetos com ações pontuais. Visito meu pai e minhas irmãs em Americana e Nova Odessa — SP, visito a família do meu marido em Manhuaçu, acompanho a escola da minha filha. Adoro viajar. Visito os filhos. Recebo todo mundo em casa, almoços de domingo tem 8, 15, 30 pessoas, tudo pode acontecer, mesmo de última hora. Adoro bailes. Faço móveis amadores (mesa, armário, estante, raque e outros desafios). Tenho uma horta, flores e um caramanchão no apartamento, que exigem cuidados diários. Leio. Faço janta completa e arrumo a casa todos os dias. Já escrevi um livro, participei de outros, escrevo artigos e preparo conteúdos de trabalho. Durmo muito bem!

Uma coisa muito especial na minha vida foi conhecer a Conviver. Eu já sabia dela desde a fundação, pois acompanhei pela Janice quando ainda trabalhava na Fiemg. Acompanhei à distância, observei seus paços, com carinho e atenção. Até que um dia, nas voltas da vida, nos encontramos e hoje trabalho no PCDI junto com pessoas muito queridas, numa luta incansável pelo fortalecimento das organizações sociais que cuidam de crianças, adolescentes e jovens, para que possam garantir direitos e atuar como verdadeiras redes de proteção. E esse tem sido o foco de grande parte do nosso trabalho. Ajudar a fortalecer o terceiro setor, fortalecer as organizações que atuam diretamente nas causas dos problemas sociais, e ajudá-las a garantir direitos. Esse trabalho se multiplica o tempo todo, vira novos projetos, corre pelo sangue em nossas veias e vira palestra, vira revista, vira postagens e livros, produz conteúdos e artigos, contagia outras pessoas e organizações e assim vamos ganhando força a cada dia.

Fiz um trabalho muito rápido e especial, de apenas quatro encontros com os jovens do GEAA. Foi uma delícia ver quanta riqueza tem naquelas vidas. Lá tem meias histórias, que se conectam com outras meias histórias e vão formando vidas inteiras, incompletas, infinitas. Vidas que estão descobrindo que têm direitos e podem garanti-los com amor, com cuidado, com trabalho conjunto. O “direito da pessoa” não é um trabalho, não é voluntariado, é vida, é cidadania, e por isso, cabe a cada um de nós, de qualquer idade transmitir e garantir.

Você também pode contribuir com a Conviver Saber Social e ajudar na garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes! Acesse nossa página de Como Ajudar!

 

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