Conheça Associação Comunitária Restaurando Vidas

26/03/2015

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Valéria da Conceição Santos ao contar como começou a trabalhar no Terceiro Setor, não deixa dúvida, de que estava respondendo a um chamado. “Eu sempre fui muito cativante. Na minha rua sempre conseguia juntar o grupo de crianças, estava sempre rodeada de pessoas. Percebi que eu tinha uma desenvoltura para trabalhar com pessoas, para ajudar pessoas. Aonde eu vou, eu arrasto as pessoas comigo”, explicou Valéria que junto com seu esposo Maurício Rodrigues dos Santos são responsáveis pela Associação Comunitária Restaurando Vidas.

restaurando-vidas“Já faz 20 anos que a gente está com o trabalho social no bairro Célvia, em Vespasiano. Quando começamos, fomos colocados em um lugar que nem nós imaginávamos, um dos bairros mais carentes da cidade. Quando a gente se deu por feito, já estava trabalhando. Vimos pessoas que não tinham nenhuma condição de vida. Aí que implantamos o trabalho de restauração na vida deles”, relembra Maurício, que como a esposa, é pastor e desde o começo da igreja, percebeu que a comunidade em que estavam, precisava de mais do que apenas ajuda no lado espiritual, mas principalmente, no social.

Valéria enfatiza que estão em uma boa comunidade, que enfrenta dificuldades, como as drogas, prostituição, gravidez precoce, falta de estrutura familiar, expectativas e dificuldade de sonhar. “A gente está trabalhando para que eles passem a acreditar em si mesmos“, completa Maurício.

Atualmente, a Associação Comunitária Restaurando Vidas atende em torno de 250 pessoas fixas, sem contar as que passam por lá e não são da comunidade e estão apenas de passagem. “A minha maior motivação é que eu sou prova que quando a gente quer, a gente consegue”, declara Valéria, que conta que vem de uma família muito pobre e passou por muita dificuldade. “Desde pequena, eu pensei que eu queria e iria conseguir, que eu ia superar as dificuldades e correr atrás do meu sonho de fazer a diferença na vida das pessoas”, fala feliz com as conquistas alcançadas até aqui.

Para o casal, uma alegria é “pegar uma pessoa que hoje não acredita em si e ajudá-la a perceber que ela pode voltar a estudar, que ela é importante, uma pessoa bonita do jeito que ela é e que tem o seu valor na sociedade sim. Já vimos pessoas que falam conosco que não iam ser ninguém e hoje são profissionais formados em universidades. Isso faz ver que vale a pena”.

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1 Comentário

  1. Responder

    Rayane Meira

    acompanho de perto esse trabalho muito bom, muitas vidas são restauradas nossa este trabalho nao pode parar.

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